Como levar a bike para as férias
AH! As férias… tempo mágico de sair pelo mundo com suas malas, passar horas na estrada, se perder pelo aeroporto, passar diversos perrengues… e às vezes chegar ao destino previsto.
Muitos ciclistas gostam de pedalar pelas cidades onde vão se aventurar, e às vezes, para economizar a grana do aluguel de uma bike, preferem levar a sua própria. No entanto, esquecem-se de consultar a legislação sobre como carregar a magrela no carro.
Transbike
Existem duas formas de se transportar a bike no carro: dentro ou fora dele. Se escolher levar dentro, tranquilo, desmonte o que for necessário, coloque no banco traseiro ou no porta-malas e pronto. Mas, se preferir levar fora do carro, talvez porque seu carro está entupido de muambas que você está levando para os parentes (meu caso), você precisará de um transbike, que são suportes externos para se carregar a bike. Geralmente são encontrados em três modelos:
Rack de teto

Se você decidir pelo modelo acima, basta tomar muito cuidado para não entrar em um local mais baixo do que a altura da bike, o que pode danificar seriamente a bicicleta, o teto do carro, e também a construção em que você se enroscar. Como lembrete, pendure algo no retrovisor interno, como uma fita ou um bilhete com um barbante.
Traseiro para encaixe no engate

Carretinha

Traseiro com fixação por tiras

Mas, atenção!
Agora, entra a parte que o vendedor não conta: se você se decidir pelos modelos que vão na traseira do carro, necessitará avaliar se as luzes e a placa do veículo ficam encobertas. Quanto é “encoberto”? Isso depende muito, então, se a bike ficar na frente da placa e das lanternas traseiras, mesmo cobrindo só um pouquinho, você poderá ser parado, multado e ainda orientado a readequar a coisa toda antes de seguir viagem.
Para evitar problemas, adquira junto com seu transbike a barra de iluminação traseira, que além da parte elétrica da sinalização, ainda conta com espaço para o acoplamento da terceira placa, que pode ser solicitada no Detran.

Mas é claro que tanto os modelos para teto quanto os traseiros têm prós e contras. No caso dos traseiros, é necessário ficar atento ao manobrar e usar a marcha ré. O de teto requer atenção ao passar por obstáculos baixos e, também, na hora de entrar no estacionamento – aconselho, ainda, a usar fitas com catraca para ajudar na fixação. E, lembre-se: ao pegar a estrada, independentemente do modelo que você escolher, é bom redobrar os cuidados na hora de amarrar a bike, para que ela fique bem firme e não corra o risco de cair no meio do caminho…
Particularmente, prefiro os de teto, por não precisar ir até o Detran comprar uma placa (R$100 aproximadamente), além de deixar o porta-malas livre caso eu precise acessá-lo rapidamente, mas os traseiros facilitam na colocação da bike, por não precisar levantá-la tão alto.
Para sanar mais dúvidas, consulte a Resolução do CONTRAN nº 589/16 – clique aqui
Em breve falaremos um pouco sobre transporte de bike no ônibus e avião, aguardem o/
Agradecimentos a João Nobre, Kyetlyn de Castro, Glaucius Alves, Rodrigo Silva, Alexandre Siqueira, Celso Magalhães e Adilson
Fotos retiradas da loja https://www.connectparts.com.br/
Apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no bolso, mas com uma bicicleta no pé e sem muita ideia na cabeça
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