Rota dos hotéis: uma opção verde, mas sem terra
No último sábado, fomos participar de um trajeto que já havia ouvido bastante a respeito: a Rota dos Hotéis, um passeio bem famoso entre os ciclistas da fronteira e que fica no lar de nossos hermanos Argentinos.
O pedal foi organizado pelo Noves Bike Café e partiu de lá – não, é claro, sem um pequeno incentivo aos aventureiros: um cafezinho e um pão de queijo para animar a galera.

Após encher o tanque, partimos para o pedal. Ao todo, foram aproximadamente 35 km de trajeto, com paradas para fotos e, claro, uma paradinha para um reabastecimento na Feirinha Argentina – empanadas são um ótimo suplemento de treino (desde que sua nutricionista não fique sabendo).
Seguimos pelo centro de Foz até a fronteira com a Argentina. De lá, seguimos pela rodovia RN 12 até uma entrada à esquerda, cerca de 300 m antes da rotatória que dá acesso às Cataratas Argentinas.
Ali, sim, que começava o passeio. O caminho todo era de calçamento, mas cercado de árvores e natureza por todos os lados, inclusive com um lago no meio do caminho. O clima, muito mais fresco e a sombra, muito bem vinda.
A saída da rota é na rodovia RN 12, mas no trecho após a rotatória, já no caminho para as Cataratas, viramos então à direita e retornamos para o centro de Puerto Iguazu, onde as empanadas nos esperavam.
Depois de reabastecidos, a turma retornou para o Brasil, finalizando no Noves Bike Café, onde ainda batemos um papo sobre o trajeto, bikes e novos passeios que estão por vir.

A rota está completamente aprovada e, por não ter trechos de terra ou pedra irregular, é bem indicada a iniciantes e pode ser feita mesmo quando o clima está chuvoso.
Recomenda-se apenas fazer o trajeto durante o dia e acompanhado, não pelo perigo, mas pelo sinal de celular estar ausente em muitos trechos. Evite também deixar lixo pelo caminho, uma vez que o local, além de ser mata nativa, também é o lar da comunidade indígena Jachy Porã, e é feio jogar lixo na casa dos outros.
Fotos e vídeos cedidos pelos grandes brothers Paulo Rodrigo e João Nobre.
Apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no bolso, mas com uma bicicleta no pé e sem muita ideia na cabeça